A mulher quando quer
até o diabo se benze
pede ‘pelo amor de Deus’
E ela nem ouve
Ouvir, ouve
mas não escuta, cínica
A boca apertada, impassível
que só o quase
imperceptível riso sádico no olhar denunciaria
Isto se ela não quisesse
tanto assim….
Pois, meu amigo
se ela decidiu, não tem
Maquiavel, não tem Marquês
que a a demova da ideia.
‘Má cousa, é má cousa’,
alerta a poeta
mas a mulher ama o mal,
é a sua forma de amar
e a poeta sabe, ela é
mulher também
então se cala, não por
falta do que dizer
Vira cúmplice,
comparsa,
assente com a cabeça e diz
mentalmente:
“Vai, minha filha”
e a mulher já foi
O que ela quer?!
Esfinge dos novos tempos,
por vezes devora, por tantas outras é devorada. Mas queria mesmo ser decifrada.





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